Mais em conta’, coworking ganha espaço entre profissionais liberais

Um ambiente descontraído, menos formal e com baixo custo. Esses são alguns dos quesitos procurados por quem decide trabalhar em um espaço coworking. A modalidade de serviço é baseada no compartilhamento de espaço por profissionais que atuam em diversas áreas.

Normalmente despesas como água, luz, internet e serviços de recepção, impressão e café estão inclusas no pacote oferecido pelas empresas do ramo.

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Coworking e Escritórios Virtuais (Ancev), Ernisio Martines Dias, a modalidade de serviço existe há mais de 20 anos no Brasil. “O serviço passou por uma reformulação e adaptação ao longo dos anos, tanto que o termo utilizado inicialmente era ‘escritórios virtuais’. Há dois anos, com o surgimento do coworking, passou-se a utlizar o termo ‘escritórios compartilhados’ para descrever a modalidade”, ressaltou.

Foi a busca por economia que fez com que a arquiteta Luciana Hara, de 29 anos, buscasse por um espaço para montar o escritório. Ela teve um escritório por dois anos em Curitiba.

“A principal diferença que vejo é que, no coworking, o espaço já veio montado, não precisei passar por reformas para deixar o local mais agradável. Além disso, não foi necessário gastar com mobília e isso também me fez economizar bastante”.

Há três meses Luciana mudou para um espaço de coworking da capital paranaense. “Além do custo ser baixo, o espaço tem toda uma infraestrutura disponível e eu não fico trancada em uma sala sozinha. Acho que manter contato com pessoas de outras áreas e a troca de experiências é um dos benefícios de trabalhar aqui. O coworking só tem a agregar ao profissional”, contou.

Quem também aderiu a modalidade de trabalho foi o advogado Marcel Kesselring Ferreira da Costa, de 36 anos, que atua na área há 14 anos.

Desde agosto de 2014, ele e a sócia mudaram o escritório para o Nex Coworking, que fica no Batel, em Curitiba. Para Costa, a mudança do local não alterou a rotina de trabalho diário.

“Aqui fazemos mais contatos durante o dia, desde profissionais até pessoais. O ambiente descontraído e menos formal facilita no que diz respeito a troca de experiências e o contato com outros ramos de atividades. Confesso que pensava que a produtividade fosse cair, afinal várias pessoas de diversas áreas estão reunidas no mesmo espaço, porém, ela não foi afetada”, afirmou.

Por Daiane Baú – G1